Oi Fe!! Quero q vc saiba q a tia te ama. Também quero
repreender-me ( se vc não souber o q é isso pergunta pro seu pai) por demorar
tanto pra dizer isso e tantas outras coisas pra vc.
Quando a gente ama e
se preocupa com as pessoas têm de estar presente, mesmo q por mensagens,
cartas, bilhetes... quando eu tinha a sua idade não existia internet. Se
comunicar era um pouco mais trabalhoso e demorado. Mesmo assim, o vô Anacleto
sempre me incentivou a escrever cartas e, dessa forma, criar vínculos com
àqueles que estimamos. Minhas cartinhas eram feitas para amigas,
escritores de livro q lia e para o meu vô Roberto. Era um gesto de carinho q eu
fazia...mas na verdade quem estava sendo acariciada era eu mesma. Hoje, lendo
as cartinhas infantis q recebia das amigas ou vendo as letras datilografadas
por meu avô ( e seu jeito todo peculiar de escrever) percebi a riqueza q
guardo no coração dessas pessoas q nunca serão esquecidas. Hoje em
dia tudo é um pouco menos consistente. A facilidade faz de nossas
mensagens e fotos descartáveis, passageiras... momentos q seriam
mostrados aos netos, bisnetos em fotos desbotadas desaparecem num simples
clique. Quero te ensinar a guardar tudo o q realmente importa - e q são
justamente as coisas que o dinheiro não compra - lembranças,
carinho. Desses, de verdade e não aqueles q fazemos questão de
propagar em redes sociais para q sejam vistos e aplaudidos por todos. Os
melhores e mais importantes momentos são os mais íntimos compartilhados somente
com quem realmente participa . deles sem preocupação com a propagação q
este gesto proporcione. Quero ser mais presente em sua vida, não somente no dia
26 de março mas em todos outros 364 dias do ano. Te amo. Bjo da tia!!--
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